Um exemplo bem simples: se um extraterrestre pousar na terra e ver um jogo do Santos de 2010, e em seguida for perguntado a ele o que achou do que viu, responderia que se tratava de um circo, e que nesse circo a principal atração do malabarismo é passar a bola entre 'aqueles pedaços de ferro', que costumamos a chamar de gol.
Neymar e Ganso são, atualmente, um dos principais assuntos dos jornais esportivos. O colunistas pedem os dois na seleção, assim como no Brasil inteiro. Não há como negar que eles merecem uma vaga em qualquer time do mundo. Gênio é aquele que encontrar nos últimos tempos uma dupla futebolística melhor que eles.
Para ilustrar meu argumento, Neymar deu, nesse domingo, a segunda paradinha contra Rogério Ceni no Campeonato Paulista, que é tricampeão brasileiro e um dos grandes goleiros. O fato 'queima a língua' de críticos que achavam que Neymar não aguentaria a pressão de uma Copa do Mundo.
Ganso é o garçom do time, ou, se preferir, o contra-regra do circo: participa de quase todas a jogadas, e é o arquiteto da equipe.
Realmente, Dunga não tem desculpas para deixar de incluir os dois na lista de convocados, que sairá em maio. Para facilitar a decisão do técnico, Adriano vem enfrentando problemas fora de campo e perdeu um pênalti na final do Carioca. Para o lugar dele, Neymar. Kaká atravessa um problema de púbis e seu futebol não faz jus aos milhões investidos nele. Para seu lugar, Ganso.
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