segunda-feira, 10 de maio de 2010

Uma prévia da Copa do Mundo

Está para começar a maior das competições esportivas: a Copa do Mundo.

Não se sabe quem será o campeão. Brasil, Espanha, Itália e Alemanha, seriam, talvez, os favoritos.

A Espanha, que há pouco tempo estava em primeiro no ranking Fifa (que, na verdade, nunca deve ser usado como referência), está com a melhor seleção da sua história. Um time de toque de bola, que privilegia o jogo coletivo. Fernando Torres é o destaque individual, e faz boas atuações pela seleção. No entanto, a bola não chegaria com tanta perfeição ao atacante, se não tivesse um gênio no meio de campo chamado Xavi. O jogador concorreu no ano passado ao título de melhor jogador do mundo. Passa a bola como poucos, e ainda joga na companhia de Messi, no Barcelona. Tem tudo para ser o melhor da Copa.

A Itália vêm com seu estilo de jogo que a tornou famosa: a retranca. Mas com jogadores pesados e exclusivamente de marcação, a Azurra está com o futebol inferior ao das Copas passadas. Depende muito das atuações de Andrea Pirlo. Sem ele, o time não arma jogadas. O que salva a seleção italiana e a torna uma favorita é que Pirlo anda 'bem das pernas', e os atacantes Di Natale e Gilardino costuma fazer muitos gols.

A Alemanha só é considerada favorita porque o nível das seleções caiu muito. Seus jogadores atravessam uma fase ruim. O astro da equipe é Schweisteiger, um meia bastante ofensivo, e que compensa a falta de movimentação do atacante Klose, que está em decadência desde 2006. Outro jogador importante é Ballack, que, apesar de estar em baixa, é o cérebro do time. O trunfo alemão é a mescla de experiência e juventude.

A seleção brasileira melhorou muito desde a última edição, quando estava sob o comando de Parreira. Não devido aos brasileiros terem melhorado tecnicamente, mas porque estes aceitaram a forma de jogar do atual técnico Dunga. Um time mais retrancado, com saídas rápidas para o ataque, e que carece de grandes nomes em algumas posições, como na lateral esquerda. Porém, Dunga, injustamente, vêm barrando jogadores que podem ser decisivos na competição. Ronaldinho e Ganso dariam o toque genial à seleção, e Neymar completaria a festa. Os três são improváveis no time.

O resumo da Copa talvez acabe sendo a força das seleções africanas, melhores do que nunca, e a queda de rendimento das grandes equipes.

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