domingo, 25 de abril de 2010

Apenas Messi.

Postagem feita no dia 08/04/2010. que, por motivos técnicos, foi publicada hoje.

No mundo inteiro, quando se põe na mesma frase as palavras brasileiros e argentinos, lembra-se de rivalidade, ainda mais tratando de futebol. No entanto, quando o assunto é Messi, a situação se inverte. Não há como não se encantar com seu futebol.

Ele vêm mostrando um estilo de jogo raro. É um dos poucos que conseguem conduzir a bola junto ao pé, fazendo-a parecer uma extensão do seu corpo, conduzindo-a em alta velocidade. Além do mais, se destaca na precisão de seus chutes longos.

Com apenas 22 anos, já foi eleito o melhor jogador do mundo, fez 119 gols pelo Barcelona, tornando-se o oitavo maior artilheiro da história do clube (segundo a Folha de São Paulo), disputará sua segunda Copa do Mundo, e vem sendo considerado por muitos como o jogador mais completo dos últimos tempo. Não se trata de um jogador qualquer.

Ainda sim, os argentinos não estão satisfeitos com o que Messi apresenta pela seleção. E com razão. O jogador não é tão decisivo no time de Maradona quanto no time catalão. No entanto, mesmo nos jogos de seleções Messi apresenta um futebol incomum.

A vítima da vez foi o Arsenal. Messi fez os quatro gols do Barcelona, e três foram golaços. O primeiro nasceu de um vacilo da zaga, seguido de domínio perfeito do camisa 10 e, para completar, um chutaço. O terceiro gol começa com uma arrancada veloz, e termina com uma cobertura no goleiro. O último começa com outra arrancada, só que desta vez driblando. Na primeira chance ele erra, mas na segunda, sem ângulo, Messi chuta por entre as pernas do goleiro Almunia. O placar final é de 4 a 1.

Meu lado apaixonado por bom futebol pede que Messi continue assim pelo resto da carreira. Mas meu lado brasileiro pede que ele pare antes da Copa do Mundo.

A nova geração do futebol brasileiro

Um exemplo bem simples: se um extraterrestre pousar na terra e ver um jogo do Santos de 2010, e em seguida for perguntado a ele o que achou do que viu, responderia que se tratava de um circo, e que nesse circo a principal atração do malabarismo é passar a bola entre 'aqueles pedaços de ferro', que costumamos a chamar de gol.


Neymar e Ganso são, atualmente, um dos principais assuntos dos jornais esportivos. O colunistas pedem os dois na seleção, assim como no Brasil inteiro. Não há como negar que eles merecem uma vaga em qualquer time do mundo. Gênio é aquele que encontrar nos últimos tempos uma dupla futebolística melhor que eles.


Para ilustrar meu argumento, Neymar deu, nesse domingo, a segunda paradinha contra Rogério Ceni no Campeonato Paulista, que é tricampeão brasileiro e um dos grandes goleiros. O fato 'queima a língua' de críticos que achavam que Neymar não aguentaria a pressão de uma Copa do Mundo.


Ganso é o garçom do time, ou, se preferir, o contra-regra do circo: participa de quase todas a jogadas, e é o arquiteto da equipe.

Realmente, Dunga não tem desculpas para deixar de incluir os dois na lista de convocados, que sairá em maio. Para facilitar a decisão do técnico, Adriano vem enfrentando problemas fora de campo e perdeu um pênalti na final do Carioca. Para o lugar dele, Neymar. Kaká atravessa um problema de púbis e seu futebol não faz jus aos milhões investidos nele. Para seu lugar, Ganso.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Paulistinha

Apesar do Campeonato Paulista de 2010 estar na penúltima rodada, reservando emoções para a última, ele de fato não agradou. No começo do ano, os torcedores depararam-se com jornais empolgados com as contratações dos grandes clubes. Criou-se a expectativa de um campeonato épico.

Triste ilusão.

Corinthians e São Paulo, com suas folhas salariais astronômicas, mostraram ao Brasil a melhor forma de ridicularizar um campeonato tradicional, mesmo que este já esteja desvalorizado há muito tempo pelo seu atual formato e pelo calendário brasileiro. Com a cabeça na Libertadores, usaram o Paulista como um treino. Pouparam jogadores em clássicos e em partidas que praticamente decidiriam seu destino na competição.

Mas nem todos os times decepcionam. Pelo contrário, alguns até supreendem, como o Santos. Com Robinho formando quarteto com André, Neymar e Ganso, o time faz uma campanha incrível. Em nenhum momento deixou de jogar para a frente e jamais poupou jogadores, mesmo tendo viagens longas para fazer em função da Copa do Brasil.

Porém, os outros times querem acabar com o futebol alegre do time da baixada. Dizem que as dancinhas que fazem para comemorar seus gols e a forma de jogar menospreza o adversário. Uma ironia, pois a melhor forma de se menosprezar o adversário é colocar o time reserva em jogos importantes, como eles mesmos fazem.

E quem arca com as consequências de tudo isso é o campeonato, que já teve grandes craques no passado, como Pelé, Rivelino, Luiz Pereira, Adhemir da Guia, Edmundo, Marcelinho Carioca, e muitos outros que jogavam, e atualmente tem grandes craques, como Ronaldo, Roberto Carlos e Cicinho e esquentando banco.